PROJECTO :: Conclusão

Os dados apresentados, nos capítulos anteriores, indiciam que a viabilidade do Projecto da Universidade Lusíada da Cabo Verde radica, essencialmente, no êxito que se possa alcançar no diálogo quadripartido que, previamente a qualquer outra acção, deverá ser desencadeado: entre a Fundação Ramiro Alves Figueira – Cultura – Ensino e Investigação Científica, a Universidade Lusíada, o Governo Português e o Governo de Cabo Verde.
A iniciativa deste diálogo já acontece desde 22 de Abril de 2006 onde tem tido a presença do Governo Português, através, naturalmente, da Secretaria de Estado das Comunidades, pela parte, da Fundação Ramiro Alves Figueira e hoje o diálogo com o Governo de Cabo Verde.

O montante dos investimentos necessários e a enorme responsabilidade social, científica e pedagógica decorrentes de um Projecto desta envergadura, aconselham a que, haja uma declaração de aprovação do Projecto por parte dos Governos de Portugal e de Cabo Verde. Parece-nos claro que tal decisão política só poderá ser dada sobre um requerimento formulado em conjunto por Representantes da Fundação Ramiro Alves Figueira. Também é imprescindível que da parte dos mesmos Governos seja expressa a intenção de conceder validade ao ensino e aos cursos que vierem a ser leccionados na Universidade Lusíada da Cabo Verde, e que sejam fixadas, mesmo que em termos gerais, as condições para o efeito necessárias.

O apoio do Governo Português, além de imprescindível sob o ponto de vista institucional e político, seria de enorme importância se afectasse ao Projecto as verbas relativas ao "fundo de maneio" inicial. Deste modo, se da parte do Governo de Cabo Verde houver a cedência de terrenos e de instalações e, da parte do Governo Português, a disponibilidade do "fundo de maneio" inicial, parece-nos que o êxito desta iniciativa estaria largamente assegurado.